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Lendas
sobre a Caverna
Existem algumas lendas sobre a Caverna, as quais foram
contadas por guias turísticos e as quais são utilizadas
em seus relatos histórias e explicações aos visitantes
da Caverna:
"Conta uma lenda que os aborígines frequentemente
utilizam o primeiro salão (Sala de La Virgen). Lá os
Machis, (curandeiros) de cada tribo, realizavam
cerimônias rituais, faziam grandes fogueiras e se
sentavam ao redor, e quando dançavam faziam grandes
círculos no fogo, nas suas sombras nas paredes se
formavam fantasmas. Contam também que entravam mulheres
com filhos em seus braços, e, em seguida, ouviam-se
choros, gritos, barulhos estranhos e viam-se luzes
ofuscantes, "luzes mas", sem serem capazes de
identificar a sua causa e origem. Todo este mistério que
fez com que os antigos colonos a chamassem "Caverna das
Bruchas".
Contam os habitantes da área de Bardas Blancas que uma
das tribos que dominavam a região tinha duas mulheres
brancas cativas, as quais para que não fugissem lhes
haviam ferido as solas dos pés. Em certa ocasião, as
mulheres escaparam da prisão e se refugiaram na caverna,
no salão da Virgem.
A partir desses dias os residentes locais começaram a
ver duas mulheres de aspecto mal trapilho, cabelos
longos e muito sujas, sairem da boca da gruta, nas altas
horas da noite e na madrugada e, em seguida, voltarem
novamente. Foram ouvidos lamentos e gritos de dor,
acompanhado por luzes e sombras fantasmagóricas, semeado
o terror entre a população local, que começou a chamar o
local, a partir daí, das Bruchas.
Quando suas feridas sararam as prisioneiras haveriam
saído procurando abrigo em algum lugar seguro, e assim,
desapareceram do primeiro salão caverna. De acordo com
Don Ignacio Sagal, neste lugar, se refugiavam duas
grandes corujas, que ao sair voando pela boca da caverna
criavam sobras que lembravam formas de duas bruchas e
com isso passaram a creer que as mulheres haviam sido
transformadas em pássaros.
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