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Riquezas biológicas do Tupungato, "a terra que verdeja"
Ao tratar-se de um ecossistema de extrema elevação e
baixa precipitação forma-se um clima severo, o que
acarretaria em uma baixa biodiversidade. No entanto, as
espécies animais e vegetais que ocupam a região são de
um interesse especial, demonstrando notáveis adaptações
à vida na altura e concentrando-se em direção às partes
mais baixas do parque. A reserva está compreendida
dentro da província fitogeográfica Altoandina, a
vegetação que aí dominada são os campos de altitude
huecú (espécie de erva da montanha), com limitada áreas
de matas arbustivas baixas como caule lenhoso amarelo e
em forma de chifre de cabra. Em geral, esta vegetação
está adaptada para suportar baixas temperaturas, solos
pobres com muitos minerais, tempestades de neve e ventos
muito fortes.
Tudo isto é o que lhe confere a sua aparência baixa e de
arbustos que crescem em forma de almofada. Existem
planícies onde se acumula água e aí cresce outro tipo de
vegetação o qual suporta longos períodos de congelamento
do solo. Nas partes do pé-de-monte, mais baixas, os
conjuntos de arbustos são mais altos e fechados.
As espécies animais mais típicas são condors, águias,
guanacos, raposas, ratos da montanha, agachona,
destancando-se uma espécie de rã e de um lagarto, ambos
típicos da montanha. As lebres européias são abundantes,
sendo um animal exótico introduzido na região.
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