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Durante o período Terciário superior (Plioceno) e
Quaternário, devido à presença de grandes forças ligadas
à elevação dos Andes, em alguns lugares, ocorreram
fraturas ou se criaram áreas de fraqueza, o que
favoreceu a manifestação de eventos vulcânicos. Alguns
vulcões ainda conservam a forma de cones achatados,
apesar da destruição avançada e prolongada pelos
processos erosivos. Um aspecto a ser destacado é a
notável presença de glaciais. A partir do período
Quaternário houve uma série de avanços de glaciais. Como
em outras regiões montanhosas do mundo, esta região
apresenta uma grande variedade de formas e processos. As
elevadas taxas de erosão e de sedimentação são produtos
de eventos cíclicos esporádicos ao longo do tempo.
No Cerro Tupungato é possível ver uma sequência completa
de rochas vulcânicas. As rochas formam um cerro
vulcânico bastante degastado, formado encima de uma
planície muito antiga. No seu cume, há crateras, o que
confirma que o Cerro Tupungato é um antigo vulcão,
extinto e profundamente desmantelado, coroado por
grandes glaciais. Durante o período Pleistocênico se
formou um glacial em forma de língua de mais de 26
quilómetros de comprimento.
Riquezas biológicas do Tupungato, "a terra que verdeja"
Ao tratar-se de um ecossistema de extrema elevação e
baixa precipitação forma-se um clima severo, o que
acarretaria em uma baixa biodiversidade. No entanto, as
espécies animais e vegetais que ocupam a região são de
um interesse especial, demonstrando notáveis adaptações
à vida na altura e concentrando-se em direção às partes
mais baixas do parque. A reserva está compreendida
dentro da província fitogeográfica Altoandina, a
vegetação que aí dominada são os campos de altitude
huecú (espécie de erva da montanha), com limitada áreas
de matas arbustivas baixas como caule lenhoso amarelo e
em forma de chifre de cabra. Em geral, esta vegetação
está adaptada para suportar baixas temperaturas, solos
pobres com muitos minerais, tempestades de neve e ventos
muito fortes.
Tudo isto é o que lhe confere a sua aparência baixa e de
arbustos que crescem em forma de almofada. Existem
planícies onde se acumula água e aí cresce outro tipo de
vegetação o qual suporta longos períodos de congelamento
do solo. Nas partes do pé-de-monte, mais baixas, os
conjuntos de arbustos são mais altos e fechados.
As espécies animais mais típicas são condors, águias,
guanacos, raposas, ratos da montanha, agachona,
destancando-se uma espécie de rã e de um lagarto, ambos
típicos da montanha. As lebres européias são abundantes,
sendo um animal exótico introduzido na região.
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