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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
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                   História dos vinhedos no Velho Mundo

É impossível determinar as verdadeiras origens das parreiras selvagens que estavam espalhadas ao longo de todo o hemisfério norte, do Himalaia até o que é hoje em dia território dos Estados Unidos. Quando ocorreram as glaciações no período Quaternário, e o hemisfério norte foi coberto de gelo, grande parte das plantações desapareceram.

No entanto, algumas plantas foram salvas no que são conhecidos como refúgios climáticos. Estes abrigos existiram em toda a área que agora se encontra a Europa, Ásia Menor e os Estados Unidos.
O mais importante, na Ásia, foi chamado Refúgio Caucasiano, onde foram mantidas muitas espécies vegetais. Botânicos de todo o mundo acreditam que aí se originaram e, depois, se distribuíram pelo mundo a maior parte das espécies frutais, incluindo a videira.

Assim, os primeiros povoados que começaram a utilizar a videira foram os chamados de "meia lua fértil", que começa a partir do Cáucaso, cobrindo Síria, Irã, Iraque e Palestina. Foi ali que as grandes cidades foram criadas, tais como a Babilônia.
As videiras silvestres cresciam especialmente nas florestas, com a particularidade de enroscarem-se nas árvores. De seus frutos surgiram os primeiros vinhos. A história da vinha está ligada desde a mais remota antiguidade da mitologia oriental, especialmente a de Baco, que proveniente da Ásia se espalhou pelo Egito, Trácia e pelos países do Mediterrâneo.
A adoração à Baco por seus súditos ia além da veneração devida ao criador e protetor das videiras. De acordo com a concepção órfica, Baco apareceu como uma espécie de divindade.

As videiras na França

O cultivo de parreiras na França foi uma conseqüência da romanização da Gália. Julio Cesar, na tradição Gaulesa, mais que um grande militar foi considerado como o pai dos vinhedos. Porque em suas memórias, Julio Cesar disse que, à medida que ia penetrando no território francês, na sua luta contra os gauleses, observou que nas tribos onde o meio de vida era a agricultura, os proprietários abandonavam as instalações. No entanto, aqueles que tinham vinhedos os defendiam com unhas e dentes.
Por isso, então, percebeu que era necessário promover a cultura dos vinhedos para arraigar a população e para eles defendessem os lugares conquistados.
Essa tradição de vinhos da França foi levada à Espanha e, mais tarde, chegou às Américas. Especialmente porque na Espanha, o vinho era muito apreciado e porque era usado como moeda de troca. Chegou-se a dizer, inclusive que, no seu devido tempo, Andaluzia foi um verdadeiro mar de vinho. E, como a partir dos portos da Andaluzia partiam as caravelas às Américas, com elas eram levadas as espécies vegetais mais importantes, entre as quais estavam as oliveiras, figueiras, e as videiras. A estes aspectos devem adicionar que os marinheiros foram acompanhados por padres que exigiam o vinho para a celebração da missa.

Segundo o que se afirma inicialmente eram transportadas estacas de parreiras que se secavam ou brotavam durante a viagem, e por tanto era muito difícil levá-las ao Novo Continente. As primeiras plantações foram feitas na ilha de Santo Domingo, mas o habitat era totalmente adverso, de modo que as culturas não deram resultados.
É por isso que se acredita que a origem dos vinhedos nas regiões mais meridionais dependeu da chegada dos soldados espanhóis à área, porque eles levavam uvas passas nas suas viagens, o que constituía para eles um alimento de extraordinário valor energético e, simultaneamente, eram muito leves e ocupavam pouco espaço.

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